Mais reflexão e menos rosas no “Dia Internacional da Mulher”

8, março, 2015 Sem comentários

E que possamos entender e nos engajar na luta pela emancipação e empoderamento das mulheres. Este artigo do Brasil Debate foi produzido por Ana Luíza Matos de Oliveira e Helga do Nascimento de Almeida

O Dia Internacional da Mulher tem sido apropriado de forma estereotipada pelo capitalismo e o patriarcado. Se em sua origem esse dia representa a luta das mulheres em uma sociedade extremamente machista, acabou por ser esvaziado de significado e de quase qualquer discussão consciente: se transformou no dia mundial de dar “parabéns” vazios para as mulheres.

E por que deveríamos ser parabenizadas por sermos mulheres? Somos parabenizadas por vivermos em um mundo que nos oprime diariamente, tanto na esfera pública como na esfera privada?

Nesse dia, presentes nos são dados como compensação pelas injustiças que vivenciamos todos os dias? Os “bom dias” educados que recebemos pelo caminho nos são oferecidos em contrapartida a todas as cantadas odiosas que ouvimos nas ruas durante o ano e ao assédio de todos os tipos que sofremos?

A rosa vermelha dada a nós em nossos locais de trabalho são uma reparação por termos salários e empregos piores e por não ocuparmos cargos públicos de importância?

O Dia Internacional da Mulher é parte de uma luta política centenária das mulheres que, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), surgiu a partir do Dia Nacional da Mulher nos EUA, por sua vez criado em homenagem às mulheres trabalhadoras do vestuário de Nova York que, no ano de 1908, se mobilizaram em uma greve emblemática. O 8 de Março, desde seu marco originário, foi idealizado como um dia para refletir sobre as lutas, vitórias e desafios das mulheres na sociedade moderna.

Nesse espírito de reflexão e pensando no Brasil, boas notícias que podemos comemorar são a redução de homicídios dentro do domicílio após a promulgação da Lei Maria da Penha, porém os desafios permanecem na luta contra a violência familiar. Leia mais…

Tomar leite ajuda a aliviar dor de estômago?

7, março, 2015 Sem comentários

O leite é tido como um remédio natural e poderoso e, até os anos 80, era recomendado a pacientes com úlceras no duodeno (parte inicial do intestino delgado, logo após o estômago) para aliviar dores e mal-estar. Mas, ao contrário do que muitos pensam, em vez de aliviar a dor, o leite pode aumentar o desconforto do doente.

O leite tem pH ligeiramente ácido, embora bem menos ácido do que o do suco gástrico produzido pelo estômago. Durante muito tempo acreditou-se que a bebida tinha a propriedade de neutralizar o pH dentro do estômago e diminuir a dor.

De fato, o leite age como uma barreira temporária entre o suco gástrico e a parede do estômago, mas estudos concluíram que ele estimula a produção de ácido, o que pode fazer com que o paciente volte a sentir dor após um período curto de melhora.

Um desses estudos foi feito em 1976. Os voluntários tiveram seus estômagos esvaziados e foram alimentados com leite por meio de uma sonda introduzida no nariz. Uma hora mais tarde, o conteúdo dos estômagos dos participantes passou a ser retirado para medir a quantidade de ácido gástrico produzida. Leia mais…

Série “Mundo da Lua” previu crise atual da água em 1991

5, fevereiro, 2015 Sem comentários

Assistir ao episódio “Esquadrão do Sabonete” da série de TV brasileira “Mundo da Lua” apresentado em 1991 é a oportunidade de ter uma desconcertante experiência de “dèjá vu”: teria lá no passado o protagonista Lucas previsto a atual crise da água?

O episódio reserva estranhas conexões entre passado e futuro – coincidências ou sincronicidades? Essas possíveis conexões trazem a discussão sobre as fronteiras entre ficção e realidade tal como propostas por escritores como Charles Bukowski e Philip K. Dick: para o primeiro, a realidade consegue superar a ficção em bizarrice, por isso a literatura deve ser mais estranha que o real; para o segundo, a realidade é o futuro como profecia auto-realizável. É a hipótese sincromística: haveria um subtexto com linhas sincrônicas que dariam um sentido (natural ou conspiratório) a uma realidade aparentemente caótica? Leia mais…